Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 07/07/2020

Na Europa, a Peste Negra, no final da idade média, surgiu a partir das relações comerciais com ásia e transformou o cenário europeu, no aspecto econômico, social e político. Analogamente a essa doença bacteriana, a pandemia atual do coronavírus, decorrente da intensiva globalização, impacta, profundamente, a renda familiar de diversas famílias e, consequentemente, desencadeia um questionamento na sociedade sobre a ordem econômica e política vigente: o neoliberalismo. Dessa maneira, cabe analisar tal situação pandêmica e impor medidas para revertê-la.

A princípio, menciona-se os desdobramentos do Peste Bubônica, no paradigma feudal: os senhores feudais buscaram manter seus padrões de vida, em detrimento das condições de trabalho dos servos, os quais foram dizimados pela doença e tinham a obrigação de produzir mais para manter a produtividade, além de pagar impostos caros. Nesse sentido, a crise econômica do covid-19 abala, fortemente, a classe trabalhadora, visto que, para os proprietários empresariais manterem seus negócios, os trabalhadores possuem seus salários diminuídos ou perdem seus empregos, além de ficarem suscetíveis ao contágio da doença. É indiscutível, desse modo, que tais fatores contribuem para a renda familiar desse grupo social, os quais necessitam ainda, pagar tributos e suprir demandas dos membros familiares, como a alimentação.

A pouca intervenção do Estado, ademais, ante à pandemia atual, é colocada em xeque. Posto isso, é revelante remeter a situação dos feudos, no final da pandemia da Grande Peste, os quais, apesar dos esforços servis, estavam enfraquecidos, e, em decorrência disso, os senhores feudais buscaram apoio nos reis, fortalecendo-os. Sob esse ângulo, os comerciantes, por exemplo, recorrem ao Estado, a fim de que esse, por sua vez, diminua ou isente taxas, auxilie na manutenção de seus empregados, conceda empréstimos de dinheiro a baixo custo, entre diversas outras medidas. É evidente, assim sendo, que tais medidas contribuem para uma maior intervenção econômica e, logo, não só para um maior fortalecimento do Estado, mas também para um enfraquecimento do liberalismo exacerbado.

Reitera-se, à vista dos argumentos abordados, as transformações políticas, sociais e, sobretudo, econômicas, proporcionadas pela pandemia do coronavírus, as quais atingem diversos grupos sociais. Portanto, o Ministério da Justiça deve reforçar os direitos laborais, instituídos na Consolidação das Leis do Trabalho, e, além disso, cabe ao Ministério da Economia atenuar ou isentar impostos diversos; é possível, por consequência, garantir as condições trabalhistas e financeiras satisfatórias e, ainda, a dignidade dos indivíduos sociais. A população, por conseguinte, contorna a crise pandêmica e, logo, adapta-se à nova realidade social.