Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 30/06/2020
No ano de 2020, o mundo foi abatido por uma pandemia. Com seus primeiros surtos em Wuhan, metrópole chinesa, o Sars-Cov-2 espalhou-se pelo mundo, provocando impactos em diversos setores da sociedade. Tal vírus, por sua alta taxa de contágio, causou o isolamento em massa de pessoas, afastando-as do trabalho nos moldes tradicionais. Apesar de adaptações estarem sendo realizadas, é válido inferir que a situação é grave, possuindo desordens problemáticas que abrangem o desemprego generalizado e os fortes abalos na economia internacional.
Primeiramente, observa-se que existem atividades laborais cuja adaptação ao trabalho remoto não é viável, fato que provocou demissões massivas e prejuízos socioeconômicos. Uma vez que muitos cidadãos estão desempregados, o consumo diminui, acarretando na menor circulação monetária. Essa, por sua vez, provoca a redução dos lucros empresariais, o que gera mais cortes em postos laborais. Tal contexto é especialmente grave no caso do trabalho informal. Segundo dados da British Broadcasting Corporation (BBC), a maioria dos novos 1,9 milhões de desempregados brasileiros que surgiram no primeiro semestre de 2020 são trabalhadores informais. Tais cidadãos se encontram, assim, em uma situação de vulnerabilidade socioeconômica por não terem direitos trabalhistas.
Ademais, é preciso considerar que, por causa do modelo cambial atual, haverá uma tendência de desaceleração econômica mundial. O câmbio flutuante, adotado com o advento da globalização, prevê que o valor as moedas seja estipulado mediante a comparação entre elas mesmas. Em um cenário no qual há uma redução massiva no consumo internacional, acaba-se buscando moedas estáveis para garantir reservas financeiras. Tem-se, assim, uma alta valorização do dólar, a moeda mais influente nas transações comerciais. Tal fato torna as trocas mais onerosas, retardando as importações e a circulação de dinheiro. Além disso, os lucros e ações empresariais caem, ocasionando oscilações nas bolsas de valores.
Considerando tais efeitos socioeconômicos da pandemia, urge que os Estados nacionais, em parceria com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), instituam planos para amenizarem os abalos econômicos. O BIRD, instituição criada com o intuito de fornecer empréstimos e planos de regulamentação econômica, deve oferecer estratégias de ação aos países. Tais estratégias deverão abranger pontos como o corte de gastos da máquina pública e empréstimos de longo prazo, os quais serão usados para fomentarem uma renda básica para os cidadãos, além de pesquisas e testes que tornem possível a testagem e diagnóstico em massa. Dessa maneira, estaría-se realizando ações que contribuiriam para o aumento do consumo e retardo do avanço do patógeno, amenizando a crise.