Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 22/05/2020
Conforme o pensador Confúcio, “Se queres prever o futuro, estudas o passado”. Nesse contexto, ao analisar o legado histórico mundial, é possível realizar um contraponto entre uma doença atual, o coronavírus e a peste negra -enfermidade que assolou a Ásia e Europa Medieval- graças à rapidez da disseminação de ambas e seus epicentros,trazendo graves problemas `a economia . Posto isso, torna-se explícito que a oficialmente declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde faz necessária a tomada de medidas para mitigar a problemática. Em primeira análise, conforme o ideário marxiano, a economia é a base da sociedade e determina o pensamento e comportamento antrópico. No Brasil, a informalidade empregatícia atinge cerca de 39 milhões de indivíduos, segundo dados apontados pela revista Exame. Além disso, muitas pessoas que dependem de seus empregos para sobreviver, como diaristas, entregadores de lanchonetes e restaurantes não podem simplesmente se eximir de suas obrigações servis para fins de auto prevenção ou até mesmo evitar a disseminação. Desse modo, fica claro que só podem se dar o direito de ficarem reclusos os que estiverem em posição de patronato ou possuírem condições financeiras suficientes para driblar o atual cenário pandêmico. Ademais, muitos dos sistemas de saúde ao redor do mundo já foram definidos pela própria OMS como frágeis e incapazes de impedir ou suportar grandes crises, graças à falta de infraestrutura para acolher e tratar múltiplos pacientes de forma gratuita. Destarte, tal afirmativa corrobora as ideias de Marx, já que a majoritária população não possui capital para bancar os custos de pandemias dessa magnitude e, na ausência de um sistema público de saúde e um Estado que provenha necessidades básicas e que auxiliem essas pessoas, as grandes indústrias vão priorizar seu lucro e assistencilizar somente os capazes de custear suas carências. Mediante os fatos elencados, torna-se urgente a execução de medidas atenuantes aos entraves abordados. Em primeiro lugar, é imprescíndivel a veiculação de informações acerca do vírus supracitado através das mídias sociais, com o intuito de conscientizar o corpo social sobre os riscos que ele provoca e quais ações de prevenção devem ser realizadas. Outrossim, é de extrema importância que, conforme assegurado pela Constituição o direito à saúde, as pessoas mais carentes tenham auxílio financeiro estatal e possam ficar em casa, com a finalidade de conter o avanço das infecções, tornando a quarentena um direito de todos e não uma medida excludente que condena outros cidadãos ao risco. Sendo assim, os óbices supraditos serão solucionados de forma eficaz e eficiente, abrandando a atual conjuntura mundial.