Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 22/05/2020
No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto do novo coronavírus como uma pandemia. Ademais, os impactos negativos de tal doença não são somente ao sistema de saúde, mas também a economia mundial como um todo, tendo em vista medidas como isolamento social somadas a mudanças na logística privada e pública para manutenção do comércio existente. Logo, faz-se necessário um análise profunda e técnica da atual geopolítica mundial.
É inquestionável a necessidade do isolamento social em meio a atual pandemia. No entanto, a mesma traz profundos impactos econômicos, visto que, causa a paralisação de inúmeros setores econômicos, em especial o setor terciário — relacionado a pessoas e serviços — , assim como a suspensão da circulação de capital. Constata-se também, que as camadas mais baixas da população são as mais afetadas, tendo em vista que muitas vezes o isolamento não é uma opção, pois, suas rendas dependem majoritariamente do comércio informal ou serviços com mão de obra pouco especializada e facilmente substituível, assim sendo pressionados a escolher entre o comprometimento da saúde pessoal (e das pessoas próximas) e evitar a miséria.
Outrossim, há uma quebra nas atuais cadeias de fornecedores e produção em empresas de todas as escalas e uma maior instabilidade no sistema financeiro — haja visto a diminuição da circulação de capital — , em virtude do comprometimento da atual dinâmica logística de transporte, circulação de pessoas e diminuição de investimentos. Esta mudança de paradigma somada ao descaso de inúmeros governos ao redor do mundo (como o brasileiro e norte americano) em adotar medidas de contenção, cria um cenário propício a um choque econômico seguido de uma grande recessão em diversos países.
Em síntese, como na ilustre frase do sociólogo polonês Zygmunt Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim a nossa reação a elas” , é preciso que ações visando o bem estar socioeconômico sejam tomadas. Portanto, por meio de uma tríplice aliança entre a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização das Nações Unidas (ONU) e a OMS, seja realizado um plano de prevenção e mitigação dos impactos econômicos da pandemia a fim de que possa haver a melhora do atual cenário geopolítico do que pode vir a ser a maior crise econômica da história da humanidade.