Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 21/05/2020
Na obra cinematográfica ‘A Grande Aposta’, dirigida por Adam McKay, é retratado o cenário polílico, econômico e social durante a crise de 2008, considerada uma das piores crises desde a Grande Depressão por ter tido como consequência a elevação do índice de desemprego, a queda da renda familiar, a instabilidade das bolsas de valores de diversos países afetados, entre outros. No contexto atual, é possível relacionar a realidade retratada por McKay com o atual impacto econômico causado pelo novo Coronavírus que se espalhou pelo mundo inteiro, sendo o motivo de paralisações de diversos serviços essenciais presenciais e consequentemente, de uma recessão nos mercados mundiais.
Em primeira análise, vale ressaltar que segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, a pandemia pode custar à economia global cerca de 2 trilhões de dólares durante o ano de 2020, efeito do isolamento social que fez com que diversas fábricas e empresas parassem as atividades para evitar que o vírus causasse danos ainda maiores. Com o mercado paralisado, os trabalhadores têm o salário reduzido ou até mesmo cortado, assim, diminuindo a demanda de mercadorias. Na China, a queda da atividade econômica já afetou diversas cadeias de valores consideradas sólidas, como, por exemplo, a fábrica de veículos a Jaguar Land Rover, que afirmou que chegou a transportar peças em malas por falta de recursos em algumas fábricas.
Ademais, assim como indústrias automobilístas e de bens de consumo, as companhias aéreas e empresas de serviços de turismo passam por grandes desafios durante a pandemia, tendo suas atividades canceladas pelo perigo de contaminação e restrições rígidas impostas pelo governo de cada país e da Organização Mundial da Saúde, que afirma que aglomerações e aproximações em um raio de 2 metros apresenta riscos para a saúde das pessoas. A rápida recuperação depende tanto dos governos e das autoridades superiores quanto da população fazendo seu papel como cidadão e obecendo as recomendações da OMS e o isolamento social, evitando assim, o colapso do sistema de sáude e evitando a continuidade do colapso em países que estão em situação crítica, como o Brasil, que registrou no último dia 20 de maio, quase 20 mil casos de COVID-19 em 24 horas.
Sabendo dos fatos citados anteriormente, urge que os governos tomem providências que sejam inclusivas com a população mais pobre, oferecendo um auxílio de qualidade e suspendendo as dívidas. Além disso, assim como após a crise de 2008, os Direitos Especiais de Saque devem ser emitidos para ajudar os países em situação mais vulnerável, tal como o resgate financeiro em bancos e grandes empresas pode ser uma medida viável nessa situação. Dessa forma, incluindo também outras medidas de recuperação da economia, será possível voltar para o que éramos antes da pandemia.