Controle parental quanto ao uso da tecnologia: prevenção ou invasão à privacidade das crianças?

Enviada em 17/11/2020

Atualmente, observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do controle parental quanto ao uso da tecnologia e percebe-se que não há o devido enfrentamento. Isso é evidenciado por conta dos pais possuírem a vontade de proteger seus filhos de crimes cibernéticos, e, também, como o excesso de controle pode prejudicar a privacidade. Logo, remediar essa mazela é imprescindível para a plena harmonia social.

É válido ressaltar, a princípio, a prevenção de crimes cibernéticos como o principal aspecto positivo da vigilância parental tecnológica. Devido a modernidade da era digital, possibilitou o maior acesso de crianças nesses meios, e isso, ligado a extensa disponibilidade de criminosos na internet, fomenta-se uma maior quantidade de abusos, por meio da interação, destes, com os menores de idade. No entanto, observa-se a obrigatoriedade que os parentes mais próximos têm de visualizar, de forma parcial, o contato com a tecnologia dos jovens. Assim, parafraseando Gandhi, ao dizer que o futuro depende do que é feito no presente, nota-se que a diminuição da incidência de crimes virtuais está relacionada na forma como a família lida com a internet em sua casa.

Nesse viés, à luz do sociólogo Pierre Bourdieu, na “Teoria do Habitus”, o indivíduo, ao ser inderido em um meio, internaliza as ações, materializa-as, torna- as um hábito e passa a perpetuá-las. Dito isso, entende-se que o controle parental quanto ao uso de tecnologia pode influenciar negativamente na privacidade das crianças. Visto que essa tese seja um direito a todos cidadãos, a falta de seu cumprimento, além de crime, é prejudicial ao próprio usuário. Por consequência disso,  é necessário a vistoria de forma moderada, a fim de evitar traumas psicológicos nesses pré-adolescentes.

É necessário, portanto, que a mídia alerte as famílias sobre os perigos do excesso do monitoramento. Isso ocorrerá por meio de documentários e entrevistas - realizados com psicólogos e especialistas na área de comunicação em geral - que mostrem esses dois lados, como forma de promoção de debates. Nesse sentido, isso será feito com o intuito de remediar não somente a vontade dos pais de proteger os seus filhos de crimes cibernéticos, mas também, evitar um controle excessivo de forma que prejudique as crianças, finalmente elucidando o afirmado  por Gandhi e Bourdieu.