Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 01/06/2021

A Revolução Industrial teve seu início no século XVIII e deu base para os processos de urbanização no mundo todo, trazendo melhores qualidades de vida, empregos, desenvolvimento tecnológico, entre outros. Entretanto, devido ao fenômeno de atração para o meio urbano, houve uma ocupação desordenada nesses espaço, que resultou em marginalização de uma grande parcela da sociedade e problemas ambientais, sendo ainda um obstáculo dos dias atuais, e por isso são necessárias novas medidas para resolver essas problematizações.

A princípio, as migrações urbanas estavam bem controladas e com áreas determinadas para receber as famílias. Porém, em um certo ponto as cidades estavam recebendo mais pessoas do que a infraestrutura da cidade aguentava, e assim surgiram os povoamentos periféricos. Há países em que essa situação não é tão nítida, mas no Brasil, segundo o IBGE, existem em torno de 5,1 milhões de domicílios em favelas, as quais possuem condições precárias, muitas sem nem saneamento básico, e o governo quase não investe nessa área da sociedade.

Concomitantemente, os danos ambientais foram crescendo, por conta da ocupação desenfreada de espaços ao redor da cidade, sendo, hoje, uma das princiais causas do dematamento no Brasil. Além disso, as áreas ocupadas muitas vezes apresentam riscos de desabamento ou deslizamento, devido à danos ao solo, podendo ser um risco também para os habitantes do local.

Portanto, é necessário que o Governo Federal, através de investimentos, voltados para as populações marginalizadas, estabelecendo condições básicas para a comunidade e caso estajam em locais de risco, realoquem-os para áreas mais seguras da cidade, para assim garantir uma qualidade de vida boa para todos e também recuperar áreas ambientais afetadas. Somente assim será possível resolver os danos causados pela ocupação urbana desenfreada.