Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 31/05/2021
Desestruturação urbana.
De fato, com o advento do fenômeno da globalização e das revoluções industriais, o crescimento urbano foi progredindo de maneira exponencial, estruturado de forma diferente em cada país. Desse modo, é nítido que, a partir do histórico de poder e economia de cada país, o processo de crescimento urbano desencadeou diversas desigualdades, fenômenos de polarização e gentrificação nas cidades.
Historicamente, conforme o Brasil -entre outras nações consideradas, hoje, emergentes- foi sendo colonizado para exploração, pautando sua economia em ciclos e seguindo modelos eurocêntricos, sua população, devido a importação de escravos e imigração de trabalhadores, cresceu de forma exponencial, criando-se assim a necessidade de estruturação das cidades. Portanto, o processo de urbanização foi realizado para suprir a demanda da população crescente, feito de forma desorganizada e imediatista, permitindo o surgimento e desenvolvimento de problemas como marginalização, favelização, gentrificação e tantos outros.
Consequentemente, com o desenvolvimento das regiões mais povoadas, inicia-se a polarização do território, tendo centros de atração e repulsão populacional - de acordo com índices de oferta e demanda de empregos, condições básicas de saúde e desenvolvimento. Esses fenômenos foram analisados também pelo geógrafo Milton Santos, que explica em seus estudos o processo de urbanização, gentrificação e a farsa da aldeia global, todos esses processos e fenômenos catalisados pelo fenômeno da globalização.
Dessarte, cabe ao governo, pela união dos poderes executivo, legislativo e judiciário, criar programas de assistência aos marginalizados e reformular o plano de urbanização das cidades, através do investimento público e privado. Assim, a desigualdade socioeconômica entre regiões diminuirão e haverá a democratização do acesso às condições básicas de infraestrutura a todos os cidadãos.