Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 26/05/2021

Com a 1° Revolução Industrial, e a busca por melhorias na qualidade de vida e a busca por novas oportunidades, a idealização da cidade perfeita corroborou absurdamente para a formação dos grandes centros urbanos da época. Porém, esse fenômeno aconteceu de forma desordenada e a presenta muitas consequências, inclusive, de cunho ambiental. A falta de planejamento para o crescimento populacional faz com que, sem possuírem lugares adequados para se alocarem, as pessoas passem a ocupar lugares inapropriados como morros, encostas, planícies fluviais e periféricas. A ocupação irregular em margens de rios e o despejo de resíduos pelos moradores, por exemplo, é uma das principais causas do assoreamento de rios, assim como o desmatamento da mata ciliar.

Estima-se que mais da metade da população Brasileira viva nos aglomerados urbanos. Além disso, o crescimento urbano deu ênfase e colocou em destaque os altos índices de marginalizações e violência vividos cotidianamente, resultado do acúmulo de riquezas por parte minoritária, roubos, tráfico e mortes são as válvulas de escape de grande parte da prole, que aliado a falta de oportunidade relacionadas a emprego e melhoria da qualidade de vida, colocou o Brasil no 16° país mais violento do mundo.

Contudo é evidente ressaltar a importância de parcerias do poder público, juntamente com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),a fim de mapear os grandes centros urbanos, com o objetivo de diminuir os fluxos migratórios para regiões periféricas,e também estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas de apoio rural como o Ministério da Agricultura, tendo como meta a valorização, e a capacitação dos trabalhadores do campo. É preciso também que o Governo Estadual, junto a parcerias com empresas privadas, retire pessoas de áreas de risco e faça mutirões de reflorestamento para a recuperação de áreas desmatadas e redução de resíduos urbanos jogados em rios. Assim como, também, é necessária o envolvimento de arquitetos, engenheiros, Governo e a própria comunidade em um projeto que tenha como seu objetivo reurbanizar as favelas e garantir moradia de qualidade para todas as pessoas que moram nessas áreas.