Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 18/03/2021
Na obra “Vidas Secas” do Graciliano Ramos, é contada a história de uma família de retirante obrigado a se deslocar de tempos em temos para áreas menos castigadas pela seca. Fora dos limites literários, percebe-se que essa busca por uma condição de vida mais favorável contada pelo aspecto da família, também ocorrer na atual sociedade brasileira que acaba nutrindo a desorganização das cidades, onde são oferecido mais oportunidade de vida. Deste modo, torna-se urgente aborda os principais impacto ambientais e socias dessa problemática.
Diante desse cenário, é factual ressaltar que a falta do planejamento para o crescimento populacional, acarreta uma serie de problemas ambientais. Nesse seguimento, constata-se que, sem possuírem lugares adequados para se alocarem, as pessoas passem a ocupar lugares inapropriados como morros, encostas, planícies fluviais e periféricas. A ocupação irregular em margens de rios e o despejo de resíduos pelos moradores, por exemplo, é umas das principais causas do assoreamento de rios, assim como o desmatamento da mata ciliar. Dessa forma, a ocupação desordenada tem consequências ambientais.
Assim sendo, outro efeito gerador dessa problemática é a grave crise social que assola os Estados no qual se localiza nas regiões metropolitanas. A vista disso, é pertinente apontar que cidades já formuladas não há mais espaço urbano para receber tais quantidade de imigrantes vindo procurar uma melhor qualidade de vida. Por conseguinte, vemos um crescente número de pessoas indo morar em áreas periféricas, onde são vistos como marginalizados por não fazerem parte da visão desenvolvida. São locais aos quais o Estado não dar a devida atenção, com baixa rede de saneamento básico, sem eletricidade, pouca disponibilidade de água tratada e ficando à mercê de facções criminosas.
Diante dos fatos apresentados, medidas sociais são urgentes para amenizar essa problemática. Cabe ao Poder Legislativo de cada Estado, apresente uma lei para a criação de um órgão que fiscalize áreas de preservação ou risco para certificar o Estado de que elas não estejam sendo habitadas. É preciso que o Governo Estadual, junto a parcerias com empresa privadas, retires pessoas de áreas de risco e faça mutirões de reflorestamento para recuperar áreas desmatadas e redução de resíduos urbanos jogados em rios. Assim como, também, é premente a eficaz reorganização das comunidades por conta dos Governos locais, com o intuito de garantir uma moradia de melhor qualidade para todas as pessoas que moram nessas áreas.