Consequências da ocupação urbana desordenada

Enviada em 09/01/2021

O documentário Fala, Mangueira! retrara a vida na favela sede da verde e rosa e demonstra as condições precárias do local. Assim como em outras comunidades, ali o saneamento básico é quase inexistente, ocasionando doenças diversas e contaminando a natureza. Então, é preciso compreender as origens da urbanização desordenada, que cria esses lugares, e suas consequências, a fim de encontrar alternativas.

Em primeira análise, entende-se a desorganização na criação de novas cidades. Embora o senso comum responsabilize o exôdo rural, essa não é a principal razão. Hoje, a migração entre centros urbanos, de pessoas que saem de zonas menos desenvolvidas em direção a grandes metrópoles, é encarregada de uma grande parcela na expansão citadina. Além disso, outro importante agente é o crescimento vegetativo, no qual as taxas de natalidade são maiores que a de mortalidade, ocasionando um bônus populacional.

Em segunda análise, observam-se os desdobramentos desse desarranjo. A ausência de esgoto e água encanados prejudica a saúde da população e provoca mazelas verminosas e virais, tornando-se foco do amarelão e da dengue, por exemplo. Além disso, o lixo acumulado, sem coleta, além de ferir os indivíduos, degrada a natureza e contamina fontes d’água e vegetações locais. Assim, percebe-se que a falta de serviços essenciais é a mais habitual e reflete a incapacidade de ação do governo.

Em suma, contata-se a criticidade do problema, que lesa a vida cotidiana dos brasileiros. Logo, é dever do Governo Federal, responsável pelo povo, criar planos urbanísticos sérios e oferecer melhores condições de vida. Isso deve ser feito por meio da instituição de infraestruturas em comunidades carentes, como postos de saúde e escolas, além do comprometimento com a melhora da tubulação de saneamento, a fim de criar-se uma sociedade saudável e com seu bem-estar e direitos fundamentais garantidos.