Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 22/12/2020
O governo Vargas, em 1930, adotou indústrias de base na economia. Entretanto, esse processo beneficiou apenas algumas regiões como o sudeste e o eixo Rio-São Paulo. Outrossim, as consequências dessas concentrações desordenadas resultaram na desigualdade social das favelas, pois a maioria dos brasileiros não tinham dinheiro pra a moradia comum, e a negligência governamental permanece.
Em primeira instância, as favelas são déficits habitacionais no Brasil. Atrelado a isso, o álbum musical “Histórias da Minha Área”, do cantor Djonga, evidencia a violência, a precaridade e a resistência da população que reside nas favelas. Dessa forma, é possível visualizar que a desigualdade social é histórica e resultou em aglomerações de risco, pois desde 1930, quando os grandes centros urbanos eram valorizados, a população pobre necessitava morar em locais afastados da cidade para conseguir viver.
Nesse contexto, é notório que essa consequência histórica prevalece. Nesse viés, o Censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indica que, em 2020, o espaço urbano ocupado por essa desigualdade chega a ser mais de 750.000 para o Rio de Janeiro e São Paulo. Logo, a ocupação urbana desordenada não deixará de ser realidade com a prevalência da negligência governamental.
Portanto,para diminuir os impactos é necessário que, as prefeituras, com o auxílio da Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, devem fiscalizar as condições dos aglomerados, por meio de visitas técnicas nas favelas do Brasil, a fim de alertar a população sobre eventuais riscos nas moradias,como: desabamento de terra. Ademais, o Estado poderia sanar o problema com o auxílio do programa “Minha Casa Minha vida” e construir mais habitações em locais desocupados.