Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 23/09/2020
A Revolução Industrial foi um grande movimento que mudou o mundo. Indústrias começam a surgir, pessoas deixaram o campo em busca de empregos nos centros urbanos, o êxodo rural foi acontecendo com grau crescente. Tal fenômeno ocasionou a ocupação urbana desordenada das cidades. De modo análogo, hodiernamente, os centros urbanos sofrem consequências da ocupação desorganizada. Nesse contexto, há fatores que não podem ser negligenciados, como precárias condições de vida e a degradação ao meio ambiente. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude pelos riscos que traz tanto à integridade das pessoas quanto ao desenvolvimento social.
Em primeiro plano, é importante salientar o quanto a concentração sem planejamento nos centros urbanos ocasiona precárias condições de vida a muitas pessoas. Para compreender melhor essa ideia, cabe mencionar o antropólogo Darcy Ribeiro, o qual, assevera que “O Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”. Com base nisso, a inserção nos centros urbanos ocorreu de forma desigual, onde os ricos dominavam os melhores lugares urbanos e os menos abastados ficavam morando nas periferias, favelas, casas e cortiços com precárias condições de vida, sujeitos a doenças e desconforto. Nesse contexto, é nítido a repetição desse ciclo de desigualdade nos dias atuais.
Outrossim, importa discutir o quanto a ocupação urbana desordenada causa danos ao meio ambiente e provoca fenômenos naturais negativos. Nessa linha de raciocínio, é pertinente citar o frequente desmoronamento de casas no Rio de Janeiro e em São Paulo - maiores cidades urbanas do Brasil - em decorrência da ação do homem em locais impróprios para se residir. Interpreta-se, assim, que os desabamentos podem ser incentivados pela ação antrópica, na necessidade de possuir um lar em ambiente urbano, muitas pessoas acabam desmatamento encostas de morros ou matas ciliares da beira dos rios. Nesse contexto, ao se construir uma residência em um local assim, a chance de ocorrer desmoronamento é alta, o que leva também a degradação ambiental de flora e fauna daquele lugar.
Diante do exposto, medidas são necessárias para mitigar a problemática. Para isso, o Ministério da Cidadania deve ampliar a criação de moradias a famílias que residem em locais precários, ofertando casas com saneamento básico e boa estruturação, no intuito de trazer conforto e bem-estar a essas pessoas e, consequentemente, a ocupação urbana ordenada. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente em parceria com ONGS ecológicas, realizem fiscalizações frequentes aos locais impróprios de habitação, com o fito de orientar as pessoas que ali moram e tentar prevenir danos ao meio ambiente. Sendo assim, poder-se-á minorar os problemas relacionados a ocupação urbana.