Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 08/09/2019
Com o aumento dos fluxos migratórios causados pela incipiente industrialização do sudeste, no século passado, o desenvolvimento das cidades, como são Paulo e Rio de Janeiro, não conseguiram acompanhar a explosão demográfica, facilitando o surgimento de diversos problemas, como a a precarização dos serviços públicos, que ainda refletem nas grandes cidades atuais. Com isso, surge a necessidade de análise dessa problemática que está ligada ao falho processo de industrialização e à violência.
É preciso, antes de tudo, considerar a favelização como um forte fator desse problema. Nesse sentido, a periferização da população mais pobre é ocasionada pela urbanização planejada com projetos de curto prazo, que não previam o crescimento dessas cidades . Por consequência, a construção de sub moradias e invasão de área de encosta de rios ou morros distância uma parte da sociedade dos serviços públicos, como rede de esgoto e água encanada, pois a prestação desses serviços é dificultada por essas áreas serem irregulares para a construção civil. Assim, influenciando pelo Capitalismo Selvagem, os representantes dessas cidades nada fazem para mudar essa perniciosa realidade. Além disso, a violência é outra faceta dessa problemática, que está relacionada à diversas realidades, como a falta de educação.
Sobre viés, a tese Kantiana disserta a cerca da capacidade civilizadora da educação. Prova disso, em países desenvolvidos, como a Alemanha, que tem altos investimentos em educação, tem os seus índices de violência quase zerado. Dessa forma, enquanto os governantes não canalizar em os gastos públicos para criação de educação de qualidade, a construção de prédios será a única opção para combate a violência.
Urge, portanto, medidas que mitiguem os problemas das grandes cidades. Dito isso, cabe aos gestores dessas cidades em parceria com o Ministério do planejamento, por meio de políticas públicas, desenvolver projetos de casas populares é infraestrutura, a fim de garantir o acesso da população à moradia e aos serviços básicos essenciais para sobreviver. Outrossim, o Ministério da Educação em conjunto com as prefeituras precisam desenvolver projetos educacionais, assim como criar um sistema de educação de qualidade, como tinto de, a longo prazo, incluir a população no padrão social civilizatório e atenuar as práticas violentas nas grandes cidades.