Consequências da ocupação urbana desordenada
Enviada em 05/09/2019
A obra “O Cortiço”, do naturalista Aloísio de Azevedo, retrata as moradias comuns à população mais pobre da época nos centros urbanos, bem como os problemas dessas residências, a exemplo da falta de saneamento básico. Nesse sentido, a ocupação urbana irregular ainda é responsável pelos os dilemas retratados no livro persistem na sociedade, sendo que aquela decorre de fatores políticos e sociais. Por isso, são necessárias medidas premente de solução.
De início, cabe ressaltar como as práticas estatais no âmbito urbano ao longo da história contribuíram para a má distribuição da população nas cidades. Nesse aspecto, cabe ressaltar a política higienista promovida por Pereira Passo, no início do século XX, a qual foi responsável por expulsar a população menos favorecida financeiramente das áreas centrais da cidade do Rio de Janeiro. Dentro dessa perspectiva, tal prática nociva foi enraizada em alguns municípios do país, fazendo com que os indivíduos começassem a ocupar os morros nas regiões periféricas da cidade, cenário responsável pelo processo de favelização dos centros urbanos. Por conseguinte, esses locais são preteridos pelo Estado, haja vista que não recebem os direitos básicos, como educação e saúde, o que aumenta a desigualdade social no pais.
Além disso, cabe ressaltar como a especulação imobiliária é responsável pela problemática. Nesse viés, insere-se o processo de gentrificação, processo responsável pela revitalização de espaços públicos ou pela substituição de paisagens de caráter popular e periférico por construções típicas de áreas nobres. . Desse modo, os imóveis nesse locais sofrem um aumento significativo no seu valor, o que é responsável por uma repulsão das camadas mais pobres. Consequentemente, gera -se problemas na dinâmica da cidade, como no setor dos transporte, uma vez que muitos indivíduos precisam se deslocar para o centro dos municípios para terem acesso aos serviços públicos que são concentrados nessas regiões.
Fica clara, pois, a urgência em coibir essa preocupante realidade. Para isso, é necessário que o Ministério da Cidadania promova políticas de promoção de moradia, por meio de uma ampliação do programa “Minha casa, minha vida”, bem como pela destinação de algumas moradias que foram reformadas pelo processo de gentrificação, como prédios, à população de baixa renda, com vistas a mitigar os danos causados pela ocupação urbana desorganizada. Com essas medidas, o dilema em questão será, gradativamente, restrito às obras literárias.