Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 08/09/2021

A mídia está usando cada vez mais o ódio e a raiva na sociedade como uma forma de exibição pública, divulgando violência diariamente não sendo somente em filmes e series mas também em programas que crianças e jovens assistem diariamente. Posto isto, Segundo Aristóteles, como um instinto de autodefesa, os indivíduos tornam-se cada vez mais entorpecidos e violentos em relação à sociedade porque se trata de uma folha de papel em branco, onde mostram para eles que o país só funciona por meio da violência. Sendo assim, está evidente que isso precisa mudar para que o povo se sinta mais seguro no próprio país.

Primeiramente, a mídia considera a violência e a decadência moral um espetáculo. Isso porque, obviamente, é o que mais gera espectadores, porque tem um impacto enorme no público. Um exemplo dessa magnificência da violência é o programa “Polícia 24h”, que mostra diretamente a prisão de pessoas que causam algum dano à sociedade, são expostas a armas públicas, brigas e, muitas vezes, morrem. Isso teve um sério impacto na sociedade, porque a violência costuma ser comum.

Por conseguinte, a extrema agressividade diária em que a mídia insiste torna o ser humano mais violento. A prova disso é o livro Homo sapiens: A História da Humanidade, que diz que os seres humanos são extremamente adaptáveis ​​e ajudam a sobreviver e alcançar uma grande evolução. Ou seja, se uma pessoa segue essas exposições cotidianamente, muitas vezes ela se acostuma e se molda para poder sobreviver no ambiente em que se encontra. Portanto, o entretenimento na forma de violência na mídia pode ter um grande impacto.

Assim sendo, é preciso que o país tome medidas para mudar esta situação. Portanto, o Departamento de Propaganda tem a responsabilidade de proteger adolescentes e crianças através de anúncios, e fazer com que os pais percebam que podem controlar melhor o conteúdo que seus filhos assistem na TV para diminuir suas oportunidades de violência. Além disso, o Ministério das Comunicações tem a responsabilidade de controlar o excesso de publicidade e veiculação de notícias de atrocidades. Com isso, estabelecendo um quadro de supervisão de comunicações, que estipula que a transmissão de imagens e vídeos de extrema violência deve ser restrita a canais abertos para evitar a banalização de mortes.