Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 26/07/2021

A mídia faz proveito, cada vez mais, da ira e do ódio presente na sociedade, como forma de espetáculo para as pessoas assitirem. Sendo um instinto da sua autodefesa, o indivíduo fica cada vez mais insensível e violento perante uma sociedade. Nesse ínterim, o individualismo preponderante nas práticas jornalísticas, bem como a naturalização da violência pelo corpo social são aspectos motivadores desse cenário.

Deve-se pontuar, de início, que o sensacionalismo do jornal brasileiro decorre de indivíduos, tendo em vista que sua atuação enaltece o interesse privado.A intenção de empresas jornalísticas, além de manter a população informada, é garantir o máximo de audiência. Isso causa na sociedade graves, efeitos já que a violência tende a se tornar algo cotidiano.

Consequentemente, uma extrema agressividade diária que a mídia faz questão de mostrar molda o ser humano a ser mais violento. Ou seja, se um indivíduo acompanha essas áreas diariamente, tende a se acostumar e se moldar para que sobreviva no ambiente onde se encontra. Nesse sentido, persiste um ciclo intermitente: o povo aceita e consome a violência exposta e, assim, a mídia continua produzindo o “espetáculo”.

É necessário, portanto, que o Ministério da Comunicação contém o excesso de exibição de notícias que exploram atos de brutalidade, por intermédio da criação de limites para veiculação de imagens e vídeos de violência extrema em canais abertos, com o objetivo de impedir a banalização de morte.