Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 23/07/2021

O coliseu é um monumento sultuoso do imperio romano, foi palco de disputas sanguinárias que entretiam a população de Roma. O legado de batalhas é lembrado até a atualidade, no entanto, os gladiores que morreram em combate foram esquecidos. De maneira análoga, a categoria torpe da mídia brasileira exibe violência como forma de entretenimento, apenas para vender anúncios.

Nesse contexto, a exploração de casos policiais tornou se comum na competição por audiência entre nos canais de televisão e sites sensacionalistas. O fato social, segundo o sociologo frânces Émile Durkheim, é o conjunto de normas da sociedade que exerce poder coercitivo sobre o individuo. Logo, ao ler, escutar ou assistir á noticias sobre violência o espectador reage conforme o padrão social, primeiramente, o espanto, mas a gravidade do fato conhecido logo é esquecido.

Ademais, a mídia dos espetáculos é alheia aos impactos da falta de consciência e responsabilidades na divulgação de textos jornalísticos. Desse modo, explorar crimes como assassinato e estupro para obter lucros é algo aceito. Assim,a filósofa Hannah Arendt escreveu o livro " O mal de Eichmann" a partir do julgamento de um burocrata nazista, o qual alegava inocência,pois nunca matou um judeu diretamente,apenas seguia ordens sem conseciência crítica.

Portanto, é necessario mudar o cenário da mídia brasileira para conter suas consequências sociais. Cabe á mídia genuína atingir um público alvo maior, através da difusão de notícias e reportagens que contemplem a totalidade dos fatos, por meio das redes sociais e canais tradicionais, para que a sociedade reflita, de fato, com criticidade sobre as informações consumidas e seus impactos.