Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 22/07/2021

Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Na roma antiga, o coliseu era palco de entretenimento, no qual o espetáculo era a violência explícita. dessa forma, os cidadãos romanos, alimentados pela política do “pão e circo”, normatizavam as agressões e, logo, transformava em divertimento um problema real da cidade: a violência. Primeiramente, segundo estudo publicado pela “American Medical Association”, nos Estados Unidos, a exposição de crianças à violência na televisão pode acarretar no desenvolvimento de comportamento agressivo, principalmente, por conta delas apresentarem um baixo juízo de valor, e absorverem grande parte das informações que lhe são apresentadas. Assim, fica evidente a toxidade para a juventude dos noticiários que exploram a crueldade em troca de audiência, podendo afetar os nossos jovens. Deve-se pontuar, de início, que o sensacionalismo do jornal brasileiro decorre de posturas individuais, tendo em vista que sua atuação enaltece o interesse privado. As relações no mundo contemporâneo são fragilizadas, uma vez que os indivíduos priorizam o desenvolvimento pessoal em detrimento de ações coletivas. sob esse viés, a intencionalidade de empresas jornalísticas não é, somente, manter a população informada em tempo real, mas, sim, estar à frente dos seus concorrentes e garantir o máximo de audiência, o que irá permitir maior rentabilidade de anúncios.

É necessário, portanto, que o Estado atue para mudar esse cenário. Então, cabe ao Ministério da Propaganda proteger os jovens e as crianças, por meio de propagandas as quais conscientizem os pais a terem maior controle sobre o conteúdo assistido pelos filhos na televisão, com intuito de diminuir a exposição deles a violência. Além disso, cabe ao Ministério da Comunicação conter o excesso da valorização e exibição de notícias que exploram atos de brutalidade.