Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 26/07/2021

Na atual conjuntura, debates sobre o espetacularismo midiática em casas que envolvem violência têm se tornado constantes em virtude do aproveitamento do ódio e da ira presente na sociedade pela mídia. Nesse sentido, nota-se como se torna problemática a análise da banalização da violência repassada pelas grandes mídias, o que reforça a natureza do comportamento de massa. Assim, a fim de analisar efetivamente esse impasse, é válido destacar aspectos de origem capital e cultural, confirmando a necessidade de se pensar em soluções plausíveis.

Fato é que os lucros da indústria midiática garante seu capital mediante a audiência gerada pela degradação moral e pela violência que são vistas como um espetáculo. Assim como o canal da youtuber Jacqueline Guerreiro, que já acumula 2,94 milhões de inscritos conquistados pelo famoso quadro “quinta misteriosa” onde a mesma conta para casos criminais como forma de entretenimento, desta forma influenciando uma normalização da violência ou seja tornando algo banal como um passatempo. Dito isto, tais canais de youtube, jornais e progamas estão causando efeitos graves efeitos já que acostuma a sociedade a achar a violência algo cotidiano, moldando um ser humano mais frio e violento.

Em segundo plano é notória a necessidade de entender os malefícios mentais dessa exposição midiática ao emocional dos brasileiros. Segundo dados fornecidos pelo G1 em 2020 o Brasil teve  um aumento de 5% nos assassinatos, salientado que a hiper exposição faz a violência se perpetuar, criando um ciclo. É evidente que o “show” criado em cima das histórias como estas cria admiradores que tendem a repetir o fato, como o caso do massacre de realengo onde autor era um profundo admirador de atentados.

Em suma, são necessárias soluções plausíveis ministradas pelo ministério da comunicação e segurança onde devem criar regulamentos para a ministração e repassamento de informações pela mídia. Além de que o Ministério de Segurança deve investir em campanhas e comercias, conscientizando os jovens sobre as consequências dos crimes e violência. Mas também cabe aos pais monitorar a conduta de seus filhos desde cedo.