Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 22/06/2021

No cinema nacional, o maior exemplo de espetacularização da violência é o filme Tropa de elite, onde o personagem principal capitão Nascimento é acompanhado nas brutalidades praticadas pela polícia do Rio de Janeiro em determinadas operações policiais.

Infelizmente, a influência das grandes obras trás, neste caso, resultados negativos para a vida em sociedade. No momento em que a violência física e psicológica, tortura e preconceitos são retratados com familiaridade e normalidade, surge uma brecha para a realização real dos atos sanguinários.

Em uma conexão com a realidade, enquanto no filme citado anteriormente o responsável de alta patente é premiado por cometer atrocidades e crimes contra os direitos humanos, em solo brasileiro determinadas pessoas abusam da familiarização e impunidade, como foi o caso do recente massacre do Jacarézinho, uma operação de combate ao crime que resultou na morte de diversos inocentes. A discursiva torna-se ainda mais problemática no momento em que o sangue visto nas telas e ruas é aceito e apoiado pelo presidente da república Jair Bolsonaro, que afirma com convicção: “bandido bom é bandido morto.

Sendo assim, é de extrema importância que o governo federal crie, através do MCTIC, campanhas e restrições que conscientizam e definem limites à exposição sanguinária. Além disso, devem ser punidas legalmente as figuras públicas que demonstrarem apoio à tortura e afins. Por último, visando a diminuição da violência e abuso de poder no dia a dia, devem ser implantados novos protocolos referentes às ações militares, a fim de diminuir a quantidade de inocentes envolvidos. Com menos violência projetada e real, a sociedade tende a menores índices criminosos devido a diminuição da influência por parte pública.