Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 14/01/2021

O capitalismo, modelo econômico vigente desde o fim da Guerra Fria, 1991, etimula o consumo

em massa em prol do lucro, com isso, algumas mídias de notícias espetacularizam a violência e divulgam informações superficiais em prol da audiência, consequentemente, do dinheiro. Nesse contexto, a forma que essas mídias apresentam seus conteúdos à sociedade não é adequada, pois podem acarretar em diversas consequências aos cidadãos brasileiros, assim, convém analisar as

mídias sensacionalistas, mas também os programas que tentam alcançar a cinematográgia.

Em primeiro plano, as mídias sensacionalistas - realizadas para espantar o público e receber

mais audiência independente dos fatos -, são prejudiais à população e a democracia. Fato histórico

foi o sequestro do empresário Diniz, uma semana antes das eleições para Presidente do Brasil,

de 1989, que de acordo com as investigações preliminares da polícia, os sequestradores seriam

de um movimento de esquerda chileno, com isso em mente , diversos jornais no país, sem base com a verdade, ralacionaram os criminosos e sua violência com o PT - Partido dos Trabalhadores -, visto que o mesmo faz parte do movimento de esquerda brasileiro e, dessa maneira, influenciou na derrota do seu candidato à presidência. Posteriormente, retratações desses jornais foram feitas com a informação

verdadeira, no entanto a democracia já havia sido ferida. Desse modo, ficam nítidas como essas notícias, sobretudo as com violência, podem ser prejudicias à vida dos cidadãos.

Ademais, os noticiários televisivos, na maioria dos casos, espetacularizam a violência para atingir

seus objetivos financeiros, contudo isso pode não ser benéfico para as pessoas. Nesse cenário,

programas como  o “Brasil Urgente”, apresentado pelo jornalista Datena, utilizam narrações aceleradas

dos fatos, em consonância com o enquadramento de imagens pré-selecionadas para mostrar: horror,

angustia, dor e violência, com intuito de impactar como um filme de ação ou drama. Sob essa prática,

alguns cidadãos desenvolvem estresse emocional e, esse pode levar a outras doenças, tanto

fíisicas, quanto psicológica, dessa forma, essas práticas são prejudiciais para a sociedade brasileiras.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para as mídias de notícias se tornem adequadas à população. Logo, urge que Câmara dos Deputados - pertencedores ao Poder Legislativo -,por meio de debates públicos com pesquisadores e agentes da comunicação, realizem  emendas parlamentares que punam, de forma mais efetiva, empresas ou pessoas que criem notícias falsas, principalmente as violentas, uma vez que essaa lei já existe, todavia não é muito efetiva. A fim de diminuir as notícias sensacionalistas que possam influenciar a população em suas tomadas de decisão, sendo assim, histórias como as da eleição de 1989 não retornaram a repetir e a democracia continuará  plena.