Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 30/03/2020

De acordo com uma pesquisa feita pela UFSM, Universidade Federal de Santa Maria, 2 a cada 3 pessoas dão extrema relevância às notícias divulgadas pela mídia, sem duvidar sobre a  veracidade de tais informações. Embora a mídia brasileira seja de suma importância na divulgação de conhecimento, muitos jornais exageram em algumas informações, afim de ganhar audiência. Porém, essa atitude é prejudicial ao sistema psíquico do ser humano, uma vez que a mídia influencia diretamente no comportamento psiquicossocial.

Em primeira análise, uma pesquisa realizada pelos estudantes de jornalismo da UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mostrou que houve um aumento de quase 40% no número das notícias sensacionalistas. Isso ocorre pois muitos jornais exageram,  repetem e enfatizam informações desnecessárias, algumas vezes até distorcendo fatos, afim de atrair novos públicos e vender mais conteúdos.

Todavia, essa alta exposição a notícias supérfluas pode causar uma série de doenças como crise do medo, síndrome do pânico, ansiedade e depressão, visto que, nessa situação, a realidade é representada de maneira aterrorizante, sem transparência. Ademais, profissionais da saúde do hospital Albert Einstein divulgaram um relatório explicando que quanto mais as pessoas absorvem notícias ruins, mais estão vulneráveis a doenças psicológicas e mudanças de comportamento social, dado que a mídia é uma forte influenciadora que molda opiniões.

Portanto, é necessário que o Ministério da Cultura, por meio de uma lei, limite a divulgação de informações desnecessárias, penalizando através de uma multa aqueles jornais que exagerarem das notícias afim de ganhar mais audiência. Assim, a sociedade não fica tão fragilizada e exposta a conteúdos de interesse midiático.