Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 02/03/2020

Jhon Stuart Mill, filósofo utilitarista, com seu conceito “Princípio da maior felicidade”, argumentava que a ação moralmente certa é aquela na qual maximiza a felicidade para um maior número. Paralelamente, apesar da mídia, no Brasil, exercer um papel importante na transmissão de informação, sua prática incorreta pode gerar problemas, isto é, transformar algo em corriqueiro e, muitas vezes, banalizá-la. Assim, deve-se avaliar as causas e as consequências, a fim de serem combatidas.

A princípio, em função do capitalismo, a busca exacerbada do lucro - de várias empresas publicitárias - desrespeitam o espaço público e privado em busca de mais visualizações. Nesse viés, consoante ao filósofo Karl Marx, em uma sociedade capitalista, todos tornam-se capitalista. Analogamente, percebe-se que em detrimento de mais rendimento e audiência, as mídias retratam momentos os quais distorcem a realidade e prejudica a vida das pessoas relacionadas. Desse modo, continuará fora do conceito de Stuart.

Além disso, exposição cotidiana da violência em telejornais, rádios, jogos e redes sociais, produzem consequências diretas na sociedade brasileira. Ainda sob essa ótica, a filósofa Hannad Arendt, com seu conceito “A banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Semelhantemente, as empresas midiáticas, no Brasil, condicionam a população a viverem em constante medo com a evidenciação da violência e, por conseguinte, transformando a informação em algo comum e, logo, construirá impasses.

É evidente, portanto, a atuação do Ministério do Educação, por meio de verbas governamentais, crie campanhas midiáticas nos meios de comunicações sociais, por exemplo, redes sociais, televisivas e radiofônicas. Sendo assim, com o objetivo de instruir a sociedade brasileira sobre a influência negativa que as publicidades podem gerar as pessoas e, também, os consequências de informações positivas de empresas responsáveis aos indivíduos. Posto isso, formará cidadãos críticos e racionais para o futuro do Brasil.