Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 29/02/2020

A ditadura militar brasileira que ocorreu em 1964 até 1985, durante esse período houve censura na imprensa, se quisesse colocar alguma reportagem no ar, teria que passar na fiscalização do governo, assim sendo tirado a liberdade de expressão. Felizmente a Democracia foi restaurada novamente. Atualmente está ocorrendo uma “corrida mediática” de quem da a notícia primeiro, resultando em notícias falsas que acabam atrapalhando as investigações e expondo pessoas desnecessariamente.

Em princípio, essa preocupação das emissoras em emitir notícias o mais rápido possível e se destacar das demais, acaba gerando uma exposição desnecessária como no caso retratado pelo UOL em fevereiro de 2020, aonde o programa jornalístico Cidade Alerta informa para mãe que filha foi assassinada. A mulher acreditava que a filha ainda poderia estar viva, depois dessa noticia ela acabou desmaiando, o programa estava sendo transmitido ao vivo em rede nacional.

Ademais, o jornalismo tem sido adaptado ao espetáculo e através dessa seleção de conteúdo, a mídia tem o poder de construção da realidade, criando pessoas incapazes de contestar, garantindo assim sua “verdade absoluta”. A necessidade da mídia em de ser a primeira a divulgar o fato, faz com que se crie uma realidade parcial ou até mesmo inexistente, sem sequer escutar o outro lado da história, ou seja, a versão do acusado, publicando apenas uma verdade parcial, que prejudica as investigações do caso.

Logo, cabe ao ministério das comunicações a criação de fóruns destinados à análise primordial de notícias midiáticas acusadas de banalização por meio de petições públicas, a fim de combater a imprensa marrom.