Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 02/06/2022

Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de conhecimento presente na questão. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso á informação séria sobre divórcios, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Desse modo, a sociedade possui certa dificuldade em entender que o amor construído nos casamentos antigos era, muitas vezes, falso. Tendo isso em mente, pode-se citar o trecho da música Wrecking Ball da cantora Miley Cryus “Não posso viver uma mentira, fugindo pela minha vida”. Á vista disso, é notório que antigamente, as mulheres viviam como submissas, presas em um relacionamento tóxico que não podiam se livrar e eram obrigadas a continuarem casadas mesmo se sofressem maus-tratos, dado que se separassem-se seriam vistas como desonradas e sem valor. Entretanto, na sociedade contemporânea, as esposas passaram a se posicionar e não aceitar relacionamentos que apenas atrasam suas vidas.

Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Com solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre divórcios no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, de modo que mais pessoas compreendam questões relativas a essas separações precoces dos casais e que se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, como defendeu Simone de Bevouir, “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.