Conflito do século XXI: por que os casamentos se tornaram descartáveis?

Enviada em 20/06/2022

“Rio” é um filme da produtora “Blue Sky”, e seu enredo é sobre a história de duas ararinhas-azuis, que formarão o “único casal” vivo dessa espécie, já que essas aves são monogâmicas. Em contrapartida, a realidade dos humanos, que em tese tem a mesma característica desses animais, está cada vez mais fluída, com relacionamentos rasos e com pouca durabilidade. Tal fato se deve à indústria cultural e divulgação de “teorias” antibiológicas.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a incessante busca dos humanos por uma parceria duradoura, uma vez que é inerente as pessoas a busca por um alicerce. Entretanto, a indústria cultural cada vez mais se distancia desse desejo natural, pois desde produções musicais como a de Marília Mendonça, a rainha da “sofrência”, até o estilo de vida de famosos que são “livres” e se relacionam com uma grande quantidade de pessoas, os quais incentivam as pessoas “normais”. Esses acontecimentos contribuem para a banalização do matrimônio, que cada vez mais é tido como arcaico e um objetivo o qual os jovens não desejam atingir. Em adjunção, as consequências no médio-longo prazo é a perpetração de uma crise etária, que afligirá toda a mecânica da sociedade.

Outrossim, muitos “teóricos” buscam ressiginificar o que é o amor e sua aplicabilidade, baseados em experiências próprias. Não obstante, tal pensamento é o oposto do método do filósofo francês René Descartes, o qual julga ser essencial a dúvida trabalhada nas teorias, não na experimentação. Ao partir desse ponto, verfica-se a falácia em que são pautados tais pensamentos, porque o “amor livre” (expressão designada para justificar a traição) não leva em consideração o primeiro entrave biológico, o ciúme. Dessa forma, se os seres demonstra um mecanismo natural de “posse”, é errôneo fundamentar uma ação dessas como normal.

Em síntese, a pouca durabilidade e os matrimônios rasos são fruto da esteriotipação do casamento. Para que isso seja amenizado, é da responsbilidade das secretarias de cidadania das cidades que usem a internet e de planfetos nas zonas mais movimentadas para divulgar os benefícios e a naturalidade de se escolher um parceiro para dividir a vida, e como isso pode ser socialmente benéfico, a fim de que as pesssoas busquem o seu melhor.