Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 30/08/2019

Em 1945, o mundo viu, pela primeira vez, a capacidade de destruição em massa por parte de bombas atômicas posta em prática. O ataque nuclear à Hiroshima e Nagasaki não só dizimou regiões inteiras do Japão como também trouxe outra consequência: o medo atômico. Esse receio de que outros locais fossem atingidos pelo mesmo artefato bélico que pôs um fim definitivo à Segunda Guerra Mundial foi instaurado na mente de toda a população mundial, que só se viu livre dele nos anos 80. No contexto politico-social atual, entretanto, devido à falta de segurança de redes governamentais e à ascensão de estadistas que constantemente ameaçam o uso de bombas atômicas, a preocupação nuclear da população mundial tem aumentado exponencialmente. Com isso, faz-se necessário o debate e a procura de soluções para a problemática.

Primeiramente, tem-se a pouca estrutura dos locais que resguardam bombas nucleares como parte do problema. Segundo o site “TecMundo”, a imensa maioria das ogivas mundias são mantidas em prédios decadentes, com falta de manutenção e pouco investimento, como, por exemplo, o caso de um silo em Wyoming, estado americano que guarda algumas das 4.804 bombas atômicas americanas, em que o sistema de segurança é tão antigo que ainda usa disquetes de 8 polegadas. Esse caso, infelizmente, é um dos diversos que causa medo imenso em toda a população, afinal, sem o devido cuidado, esses locais estão expostos à roubos, “hackeamentos” e acidentes nucleares. Desse modo, é óbvio o motivo de tanta frenesi por parte do povo em relação à desastres atômicos, pois essas condições lastimáveis de armazenamento de materiais bélicos os deixam extremamente vulneráveis.

Ademais, a recente onda de líderes globais cada vez mais temperamentais evidencia o tema. Nos últimos três anos, o governos mundiais que se renovam têm seus novos representantes demonstrando cada vez mais traços de falta de política plena para lidar com conflitos entre nações, o que, por vezes, os leva a ameaçar outros países com possíveis ataques atômicos. Um exemplo tangível dessa realidade é o ocorrido em junho de 2019 e relatado pelo jornal “O Globo”, em que o presidente americano Donald Trump anunciou ataque ao Irã e cancelou-o no último momento. A ação deixou iranianos e americanos inquietos e receosos com medo do início de uma guerra e explicitou o medo atômico gigantesco que a impulsividade e irresponsabilidade de Chefes de Estado mundiais tornam iminente.