Como lidar com o medo atômico?

Enviada em 31/08/2019

O medo atômico teve seu ápice no mundo inteiro quando aconteceu a Guerra Fria. A guerra foi uma disputa entre a União Soviética e os Estados Unidos onde ambos tentaram mostrar o seu poder. A tensão cresceu quando a União Soviética implantou seus misseis em Cuba, e logo os Estados Unidos dando uma resposta fez o mesmo, e implantou seus mísseis em uma ilha. Essa tensão durou poucos dias, pois os países entram em acordo, mas não deixaram a disputa de poder de lado.

Os defensores nucleares reclamam que as pessoas têm desproporcionalmente, e até irracionalmente, medo da energia nuclear. Certamente há algo real nesta queixa. De acordo com um estudo de James Flynn, pesquisador da Decision Research, o público nos Estados Unidos e Canadá parecem temer os acidentes nucleares mais do que qualquer outro tipo de desastre - mesmo que o setor tenha acumulado um altíssimo recorde de segurança.

Convém ressaltar, a princípio, que a sociedade atual tem sido beneficiada com o advento do uso de técnicas nucleares. Como exemplo, vê-se, hoje, o uso intensivo de energia nuclear nos hospitais – na detecção, prevenção e cura de doenças como o câncer -, além de sua utilização na geração de energia elétrica nas chamadas usinas termonucleares. Entretanto, apesar de ter possibilitado melhorias na saúde pública e na oferta de energia elétrica, o medo advindo do potencial de ocorrência de acidentes com o material radioativo, como o ocorrido em Goiânia pelo descarte irregular de césio-157, mostram que, apesar de a tecnologia nuclear ter a possibilidade de ser benéfica, deve, sobretudo, ser manejada com responsabilidade e cautela, de modo a não acarretar danos aos seres humanos e ao meio ambiente.

Por outro lado, é válido ressaltar os malefícios do uso de armas nucleares, principalmente para fins políticos. Seja para um Estado demonstrar supremacia às nações inimigas, seja para um grupo extremista que tenta impor sua ideologia ou seita, é fato que a tecnologia atômica tem sido utilizada para fins autoritários e supremacistas, impondo e explorando os medos das sociedades.

Assim sendo, a melhor coisa que a usina nuclear pode fazer para combater o medo atômico é evitar, em primeiro lugar, os contratempos. E as indústrias têm se saído bem neste quesito. Mas eventos inesperados podem acontecer. E, justos ou não, acidentes envolvendo energia nuclear provavelmente serão sempre mantidos em um padrão mais alto. Então, é certo que as fontes de energia continuarão a crescer e a se expandir por todo o mundo. Estas fontes precisam ser incorporadas aos tipos de futuro sustentáveis de energia limpa, nos fornecendo uma energia necessária, sem provocar medo ou guerra, preservando o tempo todo as liberdades essenciais que prezamos acima de todas as coisas.