Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 03/10/2022
A Constituição Federal de 1988, documento Brasileiro de maior prestígio, assegura em seu artigo 220 a liberdade de expressão para todos. Contudo, ao se expressar por meios públicos, como TV aberta ou internet, a mídia pode passar a incitar a violência e tentar fazer a justiça com as próprias mãos, criando problemas na sociedade. Dados os fatos, dois aspectos se tornam relevantes: O objetivo da mídia e como ela atua.
A priori, convém destacar o interesse de certos veículos midiáticos de abordarem assuntos chocantes, como a violência, espetáculos midiáticos e fazerem de si mesmos os justiceiros. Análoga a essa assertiva, o pensamento “os fins justificam os meios”, do filosofo Nicolau Maquiavel, explica a violência influenciada pela mídia, sendo os meios as reportagens apelativas criadas e os fins o engajamento gerado e o senso de justiça que toma conta da população ao enxergar tais reportagens como entretenimento.
Outrossim, vale ressaltar o caso que comoveu o pais em 2021, onde redes sociais e televisivas acusavam a mãe de uma criadora de conteúdo infantil, Bel para meninas, de violenta-la. A cobertura durou semanas, era o assunto mais falado de todas as redes sociais e jornalistas especializavam o caso, tentando entrar em contato com a família e rondando a casa. Tal caso mais tarde foi a justiça e ficou provado que nada disso acontecia, provando que todo o alvoroço proporcionado pela mídia serviu apenas para incitar ameaças contra as vitimas ao tentar fazer justiça com as próprias mãos.
Portanto, com o intuito de extinguir os incentivos a violência propostos pela mídia, cabe ao poder legislativo criar leis que regulamentem a forma do quando se fala de crimes e situações violentas com o objetivo de dificultar a justiça feita pelas mãos erradas.