Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 23/08/2022

Os perigos do “aqui se faz, aqui se paga”

Segundo Zygmund Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. Fazendo um paralelo desse cenário com a atualidade, podemos citar a necessidade da reflexão sobre “como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos” e quais os reflexos disto na sociedade.

“Aqui se faz, aqui se paga” é uma expressão muito utilizada e tem seu significado “pregado” pricipalmente nas redes sociais por influenciadores digitais e grupos sociais, além disso, reflete o corportamento dos justiceiros e consequentemente de usuários. A atitude de fazer a justiça com as próprias mãos é até hoje muito polêmica e diverge opiniões ao redor do mundo, no Brasil a mesma se enquadra como crime pelo artigo 345 do Código Penal, porém mesmo estando em condições penais ainda é praticada pela população, que apresenta várias justificativas, como desconforto do sistema de segurança nacional.

Atitudes violentas como citado anteriormente são frequentementes observadas nas mídias e geram diversos problemas físicos e psicológicos aos envolvidos, como por exemplo, citam-se as torcidas esportivas organizadas na qual membros dessas comunidades divulgam e cultivam através de suas redes sociais práticas violentas contra seus rivais, ato que no ano de 2013 ceifou a vida de mais de 30 torcedores de acordo com o site G1.

O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanços do apoio a violência e a prática da justiça com as próprias mãos, deve tornar-se efetivo, uma vez que isso afeta diretamente a segurança dos usuários e não usuários das plataformas. Sendo assim, é vital que o governo garanta maior segurança a população através da fortificação militar e penal, além disso é fundamental a criação de campanhas do Ministério da Educação em parceria com a população com o fito de ensinar os malefícios da justiça com as próprias mãos. As ações citadas visam a construção de uma sociedade mais fiel aos princípios patriarcais da constituição e a melhora social e educacional do país.