Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 02/07/2021

Após o término da Primeria Guerra Mundial, com a Itália pouco recompensada pela vitória do conflito, surgiu um sentimento belicoso - encabeçado por Bendito Mussolini - que utilizou a imprensa para aglomerar o grupo “camisas negras”. A partir disso, surge o facismo, um regime não democrático que usava a violência como conduta política para manter a ordem social. Assim, quase um século depois, notam-se semelhanças em ações mobilizadas por insatisfação e anseio por justiça com as próprias mãos .

Nesse contexto, em primeira análise, a mídia cria um enredo promotor de engajamento. Dado que, há alguns anos, as práticas de manipulação deixaram de ser generalistas e se tornaram personalizadas com base nos dados do usuário na internet. Mesmo aquelas distantes do uso rotineiro da rede, ainda estão submetidos a influência dos demais, pelo engajamento que as notícias direcionadas promovem - como fica explícito no documentário norte-americano “Privacidade Hackeada”. Assim, a população é mais facilmente utilizada como massa de manobra de um grupo mal intencionado.

Paralelamente, em segunda análise, esse cenário catalisa ações de justiçamento, os quais ferem os preceitos democráticos. Afinal, retomam práticas medievalistas de docialização dos corpos, cuja punição sangrenta seria exemplar e inibiria potenciais trasngressores - como visto em “Vigiar e Punir do filósofo francês, M. Foucault. Sendo assim, análogo ao facismo, que buscava medidas energéticas para censurar opositores e ordenar a sociedade com a visão particular de seu líder, o justiçamento não condiz com o regime democrático,  o qual garante a proteção, representatividade coletiva e justiça a sua população.

Portanto, fica evidente que está distante da democriacia incitar o ódio e promover justiça com as próprias mãos. Diante disso, é dever do Ministério da Cidadania regular notícias com teor violento ou de mobilização para justiçamento, no ambiente virtual e público, a fim de refrear atitudes que ameçam a segurança coletiva. Tal ação será realizada por intermérdio de uma profissão pública voltada para otimizar a fiscalização no ambiente cibernético, que receba denúncias e cheque fatos. Por fim, em especial, o concurso público será voltado para programadores e cientistas sociais que trabalharão em conjunto.