Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 15/06/2021

Filmes, jogos e redes sociais. Diversas são as formas de interações midiáticas, que possuem alto potencial persuasivo. Porém, essas conexões podem ser utilizadas também de modo não saudável, influenciando boa parte da população a assumir comportamentos ruins, como a violência e a justiça inconsciente pela recorrência de notícias falsas e pela naturalização da agressividade na mídia.  Logo, urgem-se soluções governamentais contra essa preocupante temática.

Em primeiro plano, é necessário retratar como as comunais informações inverídicas são capazes de estimular negativamente o público. Nesse contexto, o linchamento de Fabiane Maria de Jesus ao ser confundida por alguém que, supostamente, praticava magia negra com crianças exemplifica um dos graves impactos sociais da Fake News: a agressão por desinformação e o anseio por uma justiça imprópria. Portanto, é uma inaceitável prática, visto que prejudica seriamente o bem estar público e a ordem.

Ademais, vale salientar a magnitude da normalização da brutalidade nesses meios de interação, essencialmente no cinema e nos jogos virtuais - como “Mortal Kombat” e “Velozes e Furiosos” -. Sob essa ótica, o ataque armado a uma escola em Suzano por um ex-aluno menor de idade alarma quanto a violência excessiva nos games e filmes, já que o criminoso passava horas nesse tipo de mídia, podendo, assim, ter sido influenciado. Desse modo, é inadmissível não fiscalizar esse conteúdo, pois fere a infância saudável e a formação de caráter dos jovens, urgindo-se soluções.

Dessarte, a fim de reduzir a influência da acentuada incitação midiática da violência e da justiça com as próprias mãos, é dever do Estado, em parceria com as redes sociais - Instagram, Facebook, Twitter e Youtube -, censurar as publicações, jogos e cenas truculentas, por meio do controle etário dos usuários, bloqueando o acesso e a compra de conteúdo por menores de idade. Só assim, será possível filtrar a influência da mídia e conter seus danos.