Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 12/05/2021

O funk tornou-se um dos gêneros mais ouvidos pelos jovens do século XXI. Nas suas letras pode-se observar a romantização do crime e das drogas, incitando atitudes antiéticas nos ouvintes. A música, porém, é só um dos meios utilizados para persuadir o público. Essa manipulação alcança sucesso devido à falta de senso crítico dos jovens e encontra-se fortalecida na teoria determinista do século XIX

Primordialmente, é necessário compreender o vínculo entre o manipulador e a sensatez. Para adquirir senso crítico e tornar-se autor dos próprios ideais e atitudes, o indivíduo necessita do ensino básico de educação. No entanto, o Brasil possui níveis altos de analfabetismo funcional, o que facilita a manipulação do povo. De acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional, “29% dos jovens e adultos entre 15 e 64 anos são considerados analfabetos funcionais.” Dessa forma, torna-se evidente a aliança entre as altas taxas de analfabetismo e manipulação no país.

Além disso, o meio em que o jovem convive também diz muito sobre suas atitudes. Segundo a teoria determinista de Hippolyte Taine, “O homem é fruto do meio, da raça e da história”. Assim, os indivíduos bombardeados pelas notícias das mídias, pela violência no seus bairro, ou pela música que ouvem, tendem a seguir os exemplos que lhe foram expostos. Desse modo, unindo o fato dos ideais serem indevidamente formados e o determinismo de Taine, o cidadão converte-se em vítima da situação.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão do desamparo educacional e as consequências listadas. Logo, o Ministério da Educação e os diretores escolares, por meio de uma arrecadação mínima no imposto, devem inserir uma matéria obrigatória de formação crítica pessoal no currículo escolar, com material disponível em apostilas físicas e e-books. Nesse sentido, seriam formados jovens não suscetíveis à manipulação, diminuindo a violência e aumentando a qualidade de vida.