Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 21/07/2021
O atual presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, afirma em sua campanha que “bandido bom, é bandido morto” dessa maneira, se retrata a repercussão de seus apoiadores a sentirem livres para com essa ideia, ferindo a atual constituição de proteção à vida. De maneira direta, se têm a mídia como meio de incitar a violência e a justiça com as próprias mãos. nesse aspecto destacam-se dois pontos: a banalização do mal e da violência por parte da sociedade e que por sua vez foi construída de maneira apelativa para prender a atenção dos ouvintes.
Primeiramente, é fundamental entender que a mídia influencia o pensamento e as ações do quem está conectado, o documentário O dilema das redes, apresentado pela netflix, mostra como todos são influenciados pelas novas tecnologias. sendo assim, ao se proliferarem falas agressivas, e ao normalizá-las em rede passa a aceitar aquilo como uma verdade, uma socióloga Hanna Arendt, explica que a banalização mental pensamentos em uma sociedade transforma ideias em ações que ao longo do desenrolar a violência se instala. Dessa forma, fica evidente que a mídia como instrumento de influência torna propulsora da violência dentro das cidades ao fomentar discursos de ódio e normalizá-los.
Outrossim, uma constituição cidadã de 1988, obtida após o período militar, prerroga contra a violência com as próprias mãos, diferentemente da lei do Talião, porém, ao veiculados nos meios de comunicação ideias de ódio voltamos a fomentar o olho por olho e dente por dente. Visto isso, a intenção do novo jornalismo hiper sensacionalista é prender o interlocutor ali, e para com isso a incitação da necessidade de justiça se prega ferozmente, contribuindo para a volta de justiças sociais imediatistas, normalizando a violência e incitando a justiça popular. Sendo assim, é fundamental a intervenção federal nesse tipo de veiculação de notícias, entendendo que torna a sociedade mais violenta e menos coesa.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham contém a mídia que incita a violência e a justiça com as próprias mãos. Por conseguinte, cabe ao Estado, dentro do Ministério dos direitos humanos, promover novos atos adicionais direcionados para a mídia contemporânea, considerando que os meios de comunicação se renovaram e sua obtenção ainda se encontra obsoleta, um fim de que se instaura uma mídia preocupada com o bem estar e coesão social, sem incitações violentas.