Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/02/2021

No Brasil e no mundo, é notório o poder da mídia de influenciar o comportamento da população em relação a determinados assuntos. Dessa forma, é preocupante o comportamento de programas policiais que vêm incitando a violência contra supostos criminosos e que acabam, por vezes, prejudicando a vida de inocentes.

Nesse contexto, repórteres e apresentadores de programas policialescos sensacionalistas pregam a manisfetação do ódio contra suspeitos de casos políciais, incentivando a violência como forma de fazer justiça e, às vezes, agridem verbalmente e fisicamente os acusados. Além disso, esses programas vão contra os princípios jornalisticos de neutralidade e imparcialidade, pois compartilham com o público prejulgamentos sobre os suspeitos, acusando-os de serem criminosos e usando palavras de baixo calão, podendo prejudicar a imagem de alguém que possa inocente. Também é fato que, de acordo com a Constituição Federal, todo cidadão é incocente de determinado crime até que hajam provas concretas que o declarem culpado.

Ademais, como disse o sociologo francês Pierre Bourdieu, “a opinião pública não existe”. Seguindo esse raciocínio, a mídia, administrada pela alta sociedade, tem o poder de controlar quais e como as informações serão repassadas para o público, podendo, assim, manipular o pensamento da grande massa populacional para de acordo com seus interesses ou ideologias, indo novamente contra a imparcialidade.

Portanto, é essencial para impedir o crescimento desse comportamento jornalistico a reformulação dos métodos de propagação de informação pelos principais meios de comunicação, como as emissoras de televisão. Dessa forma, a mídia deve adotar estratégias mais neutras e imparciais para comunicar-se com o público, afim de evitar o tendencislismo e o incentivo a comportamentos violêntos ou de demais naturezas.