Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 30/06/2021
A filósofa alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão “Banalidade do Mal” para traduzir o formato trivial de instalação de prolemáticas em sociedades contemporâneas. Essa perspectiva, simboliza claramente o comportamento da sociedade diante da justiça com as próprias mãos influencada pela mídia, já que é justamente a habitualidade frente à questão que a agrava e a aprofunda no corpo social brasileiro. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem o sentimento de vingança que os jornais provocam nos indivíduos. Assim, não só a ineficácia penal, como também o sensacionalismo aprofunda esse panorama.
Em primeira análise, é perceptível que as leis presentes na Constituição Federal não são colocadas em prática, visto que, o criminoso raramente cumpre a pena prevista e sai impune de seus atos, o que torna o sistema falho e revoltante. Ademais, quando a mídia, por meio de entrevistas, invade o momento de luto dos familiares, acaba ressaltando o sentimento de injustiça e revolta, os tornando mais vulnerávies à fazer justiça com as próprias mãos.
Em segunda análise, é notório que os jornais estão em uma busca incessante por audiência e status, por isso, utilizam falas e manchetes exageradas a fim de impressionar o telespectador. A cobertura sobre o caso Lázaro, assassino psicopata que ficou foragido durante 20 dias, reforça o quanto a TV aberta é sensasionalista, uma vez que, durante três semanas, os jornais banalizaram outros assuntos e cobriam o caso com desinformação e falsas expectativas.
Portanto, é necessário que o Governo Federal em parceria com as empresas publicitárias, tomem uma posição diante desses atos e criem leis para punir jornais e apresentadores que trasmitem conteúdos sensacionalistas. Ademais, cabe às escolas promover debates por meio de aulas dinâmicas sobre a situação atual para que os alunos não se tornem mais um indivíduo alienado pelas mídias e assim seja possível a redução de pessoas desinformadas.