Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 01/01/2021
“Para que fazer guerra se a paz não custa nada?” Esse, era o discurso reflexivo do artista Alfonso Herrera, em todos os shows da banda “RBD” ao redor do mundo e no fim milhares de pessoas sinalizavam querendo essa paz. Infelizmente, este discurso destoa da realidade atual, a qual a população é influenciada pela mídia irresponsável à buscar justiça com suas próprias mãos. Desse modo, a sociedade tem quebrado as regras e por meio da violência, buscam o que querem.
Primeiramente, é preciso refletir que, a globalização leva à todos os povos o acesso às mídias. Através do sensacionalismo que gera lucro, vários meios midiáticos influenciam indivíduos em suas diversas decisões por meio de, fake news, séries, filmes, jornais e jogos, os quais, incitem a violência e moldam o padrão de comportamento da sociedade.
Segundo o jornal “G1”, houve mais de 7.743 mortes violentas no primeiro bimestre de 2020, no Brasil. Em consequência da negligência do sistema de segurança em redes midiáticas, uma onda de justiça própria, como uso de armas, vingança, planos de facções e mentiras, têm tomado a mente e os dias dos indivíduos e gerado a banalidade da lei, rompimento com os poderes do governo, crescimento da violência, aumento da segregação socioespacial e inúmeras mortes, desde pessoas que incitam ideias de extermínio, como Hítler ou como adolescentes que tiram sua própria vida ao completar um jogo,como o Bruno ao jogar “Baleia Azul”.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O governo, em conjunto com o Ministério de Justiça e Segurança devem propor um projeto de lei, entregue à Câmara dos deputados. Neste, deve conter a proposta de um sistema forte de segurança de rede, supervisionamento da Dipiwebe e apoio as ongs que trabalham com combate à violência. Dessa forma, será oferecido recursos financeiros às ongs e suas necessidades, também será desenvolvido um bloqueio das mídias que incidem à violência e também será aplicada a lei aos que a infringirem. Espera-se com essas ações que, a mídia seja canal de paz, e não de guerra.