Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 05/07/2020

O código de Hamurábi escrito na antiga Mesopotâmia foi um conjunto de leis que permitiam a prática de justiça com as próprias mãos. Hodiernamente isso é crime, entretanto, percebe-se a ação da mídia em incitar tais atos. Uma das causas dessa influência, está na banalização da violência aliado á omissão do poder público. Dessa forma, é preciso desconstruir a influência que a mídia exerce na vida das pessoas.

Nesse contexto, no momento em que os meios de comunicação expõem atos de violência de forma inadequada, gera nas pessoas a vontade de fazer justiça com as próprias mãos, devido a ineficácia do sistema jurídico do País. Segundo o conceito de Banalidade do Mal de Hannah Arendt, as pessoas normalizam a violência pois elas não percebem a gravidade de seus atos, o que pode gerar consequências graves aquelas pessoas que são acusadas injustamente.

Além disso, a omissão do poder público é um dos fatores que colaboram para esse tipo de acontecimento, uma vez que os órgãos responsáveis não assumem a responsabilidade de aplicar devidamente a lei. Com isso os “justiceiros” tentam resolver do seu próprio jeito,um exemplo ocorreu no Rio de Janeiro, um jovem foi amarrado em um poste, pois foi acusado de roubo. Cidadãos do “bem”, se considerando “acima da lei”, torturaram o rapaz, confundindo justiça com vingança e violência.

Diante disso, faz-se necessário desconstruir a influência que a mídia exerce na vida das pessoas. Para tanto, o Ministério das Comunicações deve criar programas que desestimulem a prática de justiça com as próprias mãos, por meio de campanhas publicitárias no rádio e na televisão. Por fim, cabe á família incutir o sentimento de alteridade, por meio de constantes diálogos, a fim de que assim o número de casos violência e justiça com as próprias mãos diminuam.