Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 26/06/2020
De acordo com o filósofo canadense Marshall McLuhan, “O meio é a mensagem”, essa frase evidencia que o modo que a mensagem é transmitida é um fator que influencia o receptor. Sendo assim, a mídia tem o dever de zelar pelo modo que transmite a informação, garantindo que a mesma não incite atividades ilícitas. Contudo, não é incomum observar grandes figuras midiáticas incentivando a violência e a barbárie. Deste modo, a exploração do sentimento de impunidade e a extrapolação dos limites da liberdade de expressão contribuem para este infeliz cenário.
É importante ressaltar que as consequências do sensacionalismo exacerbado permeiam a sociedade. Por conseguinte, espancamentos públicos influenciados por notícias alarmistas são um reflexo da exploração do sentimento de impunidade. Destarte, mazelas como a divulgação indevida de dados pessoas e a desumanização do acusado tendem a agravar a situação, evidenciando a necessidade de solucionar a problemática em xeque.
Ainda nesse contexto, a extrapolação dos limites da liberdade de expressão normaliza e incentiva práticas violentas sob o pretexto da aplicação de justiça, ao passo que o aparato jurisdicional é descartado. Diante dessas circunstâncias, infelizmente, a integridade da estrutura jurídica nacional é comprometida.
Portanto, cabe ao congresso nacional salientar os limites da liberdade de expressão por intermédio da criação de leis que punam, exemplarmente, ações de incitação a violência, com o intuito de gerar um ambiente midiático responsável afim de garantir o devido processo jurídico. Essa medida é crucial para garantir a segurança e o direito à justiça de todos os cidadãos.