Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 21/06/2020
A imprensa tem objetivo de democratizar a informação sendo imparcial. Entretanto, por vezes, sites, jornais, páginas em redes sociais etc, incentivam a violência e a brutalidade por intermédio de palavras de ódio ao suposto acusado em questão, além de enaltecer indivíduos que praticam justiça com as próprias mãos.
Em primeira análise, nota-se que em alguns meios de comunicação ao serem parciais e utilizarem frases como “esse vagabundo tem que morrer “, estão estimulando o enfurecimento dos telespectadores/leitores. Dessa forma, no Nazismo Alemão, Hitler utilizava a retórica de xingar e humilhar o outro para conseguir seguidores fiéis. Sendo assim, essas palavras ofensivas e com tom de repulsa fortalecem esse tipo de discurso.
Vale destacar, ainda, que a idealização de um herói que combate o crime, por meio não judiciais, só está colaborando com o aumento desse delito. Segundo a teoria de “Consciência Coletiva”, de Durkheim, as pessoas agem e pensam de acordo com uma crença/pensamento comum à sociedade. Dessa maneira, a repetição continua desse “heroísmo” pode tomar-se como verdade, ainda que não seja, sendo reproduzido mais vezes.
Portanto, evidência-se que se trata de um problema histórico-social. Logo, é essencial que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, juntamente com os diversos canais midiáticos, por meio de monitorações observe o que é compartilhado e informado, para que não haja influência de opiniões que leve ao violamento da lei, ou seja, para que seja passada a notícia de forma imparcial e segura. Assim, haverá um ambiente informativo mais saudável e acolhedor, que não irá corroborar com violência.