Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 18/06/2020

O Poder Judiciário brasileiro é responsável por promover a justiça no âmbito nacional, resolvendo conflitos sociais por meio de julgamento e sanções. Todavia, quando se fala de internet, os próprios usuários tentam fazer “justiça com as próprias mãos”, atrapalhando, dessa forma, o papel dos juízes. Sendo assim, cabe analisar as causas e as consequências provenientes da incitação da violência e da justiça por parte da mídia.

Em primeira análise, deve-se discutir o que acarreta os atos violentos na Internet a partir da tentativa de fazer justiça por si próprio. Isso se explica pelo sistema jurídico precário de um país, fazendo com que os cidadãos, cansados de esperar pelas autoridades, optem por fazer “justiça com as próprias mãos” e, apoiados no sentimento de vingança, acabam atacando violentamente outros indivíduos através da mídia. Sendo assim, nota-se a urgente necessidade de melhorar o sistema jurídico do país.

Em segunda análise, é importante destacar as consequências que esses ataques pela Internet causam. Uma delas é a agressão verbal que os usuários sofrem, por meio de linchamentos virtuais, afetando diretamente o estado emocional das vítimas, podendo causar sérios problemas psicológicos, como a depressão ou até mesmo o suicídio, como acontece com a “digital influencer” Alinne Araújo, que tirou a própria vida após receber ataques em redes sociais depois de ter publicado que se casou consigo mesma. Dito isso, conclui-se que a persistência essa problemática é inaceitável, uma vez que pode levar um cidadão a óbito.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam feitas para combater esse impasse. Urge, então, que o Estado melhore a eficiência do Poder Judiciário, por meio de sanções mais rigorosos para aqueles que romperem com a lei, além de promover funcionários mais qualificados para atender toda a demanda com a devida agilidade, evitando processos burocráticos, com a finalidade de evitar com que os cidadãos façam “justiça com as próprias mãos”. Somente assim esses ataques virtuais serão combatidos, evitando casos como o de Alinne Araújo.