Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 20/05/2020

O acesso à informação nunca foi tão democrático como hoje. Com o advento da internet e da revolução tecnológica de smartphones, tal ação tornou-se bastante prática. Contudo,a mídia tem-se valido deste recurso, e do direito de liberdade de expressão previsto pela Constituição, para incitar a violência, propagar desinformação e gerar pânico, a troco de audiência.

Um caso recente foi noticiado pelo maior canal de televisão do país. Um homem de meia idade sofreu acidente de trânsito e deu entrada no pronto socorro, e lá foi diagnosticado com coronavírus. O que podemos depreender disto é que, o sensacionalismo e a busca insana por ibope pelas emissoras de tv tem propagado a desinformação e gerado terror crescente na população civil brasileira.

Semelhantemente ao caso anterior, uma tragédia em uma cidade brasileira causou revolta e indignação. Uma mulher inocente foi vítima de justiceiros que confundiram suas feições com a de um retrato falado disseminado pela mídia local de uma praticante de feitiçaria que raptava crianças pela redondeza. Infelizmente ela não sobreviveu às agressões. Fica evidente que a população brasileira em sua maioria, necessita de um melhor senso de análise das informações às quais tem acesso.

Haja visto a problemática, faz-se necessárias medidas profiláticas que amenizem tais situações. Como a mídia utiliza de seu direito indevidamente, seria interessante a adoção de medidas regulatórias como processos e multas pesados por órgãos fiscalizadores. Ademais, a equipe de tecnologia da informação destes mesmos órgãos, poderia lançar mão de um aplicativo gratuito para smartphones que conscientizasse a massa, quanto ao uso inteligente das informações acessadas.