Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 17/11/2021

Em seu livro ‘‘O leviatã’’ o filósofo Thomas Hobbes, discorre sobre a natureza ruim da humanidade. Nesse ínterim, as pessoas não estão aptas a conviverem uma com as outras sem cometerem, ocasionalmente, atos de imorais ou violentos contra seus semelhantes. Dessa maneira, o assédio moral atinge também o espaço laboreal brasileiro. Essa forma de violência psicológica tem seu combate dificultado no Brasil, pela falta de uma educação transformadora e um desvio do contrato social das esferas de poder em relação a sua população.

Nesse cenário, a falta de uma educação de transformação corrobora a não empatia das pesssoas nos espaços de convívio social, uma vez que a violência, incluindo a psícológica, é fruto do medo do desconhecido, impactá diretamente no ambiente de trabalho. Em seu livro ‘‘Pedagogia do oprimido’’ o pedagogo Paulo Freire discorre que um ensino libertador é capaz de despertar o indíviduo, descontruir seus medos e gerar um entedimento sobre o seu lugar no mundo e ainda contribuindo para uma mudança de comportamento do mesmo. Sendo assim, a ausência de um processo educacional que gere uma noção de soliedariedade e respeito ao próximo, indubitavelemente é um fator de promoção para o assédio moral no trabalho e necessita ser efetivada para o seu combate.

Somado a esse problemática, é relevante destacar que a inércia das instâncias públicas de poder em resolucionar esse cenário é um desvio do seu contrato social perante os cidadãos do Brasil. Pois de acordo com os artigos 144º e 196º da Constituição Federal é um dever do Estado zelar pela incumidade da população e sua saúde, incluindo a mental, por intermédio de ações socias e econômicas. Portanto, se atos de assédio morais no ambiente laboreal acontecem, afetando psicologicamente as vítimas, e não há um poscionamento estatal perante esse cenário, se constrói uma falha do governo em zelar pela integradade física e mental do indivíduo, não cumprindo suas funções sociais previstas na Carta Magna, dificultando a luta contra a violência mental e psicológica.

Em suma, a falta de uma educação libertadora e uma inércia do Estado contribuem para casos de assédios morais no trabalho, dessa forma medidas necessitam para combater esse panorama. Dessarte, é dever do Ministério da Educação - órgão governamental responsavél pela educação pública no Brasil  - incrimentar nas instituições de ensino um processo pedagógico que vise trabalhar nos estudantes  a soliedariedade e a empatia por intermédio de aulas e palestras sobre o impacto da violência física e moral sobre outros indívudos que gerem uma reflexão nos indíviduos sobre os seus atos perante os seus colegas, a fim de posteriomente criar profissionais mais sensíveis e empáticos. Contrariando, por meio da educação, a essência má da humanidade proposta por Thomas Hobbes.