Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 14/11/2021
Promulgada em 1988, a Constituição brasileira garante a todos os indivíduos direito à ajuda psicológica e ao trabalho de qualidade. Porém, segundo o Tribunal Superior do Trabalho, são inúmeros os processos por dia envolvendo assédio moral, mostrando que a Constituição não está sendo colocada em prática. Partindo dessa verdade, por conta da negligência estatal e da hierarquia presente no contexto social de trabalho, os desafios para combater o assédio moral no trabalho tornam-se, portanto, maiores.
Diante dessa problemática, é importante frisar que, de acordo com o filósofo pré-socrático Heráclito, tudo flui, mostrando que a fluidez em todas as relações sociais ocasiona a perca de alguns valores, como a empatia pelo próximo em um contexto formal de trabalho. Sendo assim, o indivíduo, imerso nesse parâmetro, promove a hierarquia, menosprezando o funcionário que exerce uma função de menor importância ao ver da sociedade. Nesse viés, os desafios para combater o assédio moral estão presentes na estruturação da sociedade, visto que essa hierarquia promove distúrbios psicológicos nos quais os funcionários são as vítimas de seus devidos chefes.
Outrossim, embora a existência de programas, como o Setembro Amarelo, promovidos pelo governo federal, com o intuito de garantir o direito assegurado pela Constituição, tal qual a ajuda psicológica de qualidade, seja de alta valia e não deva ser subestimada, pois ajuda centenas de pessoas em situações abusivas de trabalho, ainda é possível enxergar que grande parte da população ainda não tem acesso ao então dever governamental, assim como explícito no Jornal Contábil. Por esse motivo, sem alcance das vantagens oferecidas, as pessoas perpetuam ao não combate do assédio moral e seus efeitos adjacentes.
É evidente, por consequência, que os desafios do assédio moral precisam ser mitigados, tendo em vista os efeitos ocasionados. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com empresas de rede privada, combater os danos psicológicos causados, por meio de palestras especificamente direcionadas aos funcionários, a fim de que os mais diversos problemas relacionados ao assédio moral sejam solucionados, visando que a Constituição seja posta em prática.