Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 09/11/2021
O filme “O diabo veste prada” aborda a questão do assédio moral por parte da editora chefe de um jornal de moda, que não é nada compreensiva, pressiona e abusa dos seus subalternos. Fora das telas, esse tipo de violência faz-se constantemente presente em trabalhos subordinados, expondo o indivíduo a situações humilhantes. Nesse contexto, é importante que se analise as causas e consequências desse tipo de atitude.
Primeiramente, é válido ressaltar que o assédio moral está relacionado à sensação de soberania sobre o outro. Isso se faz presente principalmente em relações verticais de poder, ou seja, entre cargos de níveis distintos. A exemplo disso, pode-se associar esse fato à relação entre proletário e proletariado, interação bastante estudada pelo filósofo Karl Marx, que demonstra a correlação entre o tipo de violência citado e as condições de emprego do trabalhador e o seu pouco reconhecimento por parte de seus superiores.
Paralelo a isso, observa-se os danos psicológicos causados ao funcionário e que eles podem refletir nos lucros da empresa. Isso porque as péssimas condições de trabalho associadas aos maus tratos à dignidade do indivíduo, fazendo ele questionar suas capacidades, geram um sofrimento psíquico e mal-estar no ambiente de labor. Dessa maneira, pode-se citar um estudo da Universidade da Califórnia que afirma que, em média, um trabalhador feliz rende 31% a mais do que os demais funcionários.
Dado o exposto, percebe-se que zelar pela dignidade de um funcionário é, além de extinguir relações históricas abusivas, promover uma boa saúde mental e um bom rendimento. Diante disso, faz-se necessário que as empresas auxiliem os seus empregados em seu bem-estar psíquico, por meio do comprometimento com os direitos do trabalhador como, por exemplo, as jornada de 8 horas por dia, salário mínimo, normas de segurança e entre outros. Desse modo, visa-se a satisfação dos operários e, consequentemente, um bom desempenho nas suas atividades.