Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 04/11/2021
A Constituição Federal garante a todos os cidadãos o direito de viver com dignidade e respeito. Entretanto, existem problemas recorrentes, como o assédio moral em ambiente profissional, que ferem a lei e, apesar dos esforços, o combate a este tem sido cada vez mais desafiador, uma vez que a falta de punição e o egocentrismo financeiro dos chefes atenuam tal cenário. Portanto, é de suma importância a mudança dessa situação.
Em uma primeira análise, é evidente que a ausência de repreensão aos que desobedecem como leis trabalhista corrobora a esse tipo de violência. Nesse sentido, figuras de autoridade insistem em desobedecer como regras de trabalho pois sabem que suas ações não gerarão como devidas consequências e é através da impunidade que essa impertinência moral se fortalece. Isso pode ser observado, desse modo, no filme “O diabo veste prada”, que mostra o pesadelo que funcionárias de uma empresa de moda vivem por conta dos maus-tratos vindos da chefe abusiva e poderosa.
Ademais, o incêndio da fábrica téxtil novaiorquina que tirou a vida de 130 mulheres em 1991 mostra que a ausência de boas condições de trabalho - que também significa assédio moral - influencia na gravidade de tal problema. Sob esse viés, é comum que alguns líderes de empresas desviem verbas que seriam destinadas ao bem estar dos trabalhadores e usem esta para benefício próprio, fazendo com que os funcionários trabalhem em péssimas condições. Dessa forma, na saga de filmes “Harry Potter” é possível notar o abuso dos bruxos quando se trata da empregabilidade dos elfos, situação que não se distancia da realidade.
Em suma, é mister que medidas eficazes sejam providenciadas. Sob tal ótica, urge que o Ministério do Trabalho (MTE) aja, por meio do poder judiciário, sob os responsáveis pela quebra da lei e os responsabilize de forma justa para que assim haja retratação e conscientização em prol do bem estar profissional. Além disso, o MTE deve criar redes de informação que incentive a população a compreender seus direitos e, assim, denunciar abusos e crimes trabalhistas e cobrem aos superiores o que for necessário.