Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 06/09/2021
Em meados do século XVI, iniciava-se o processo de invasão e colonização no Brasil por Portugal, com imenso uso da mão de obra escrava indígena e negra, que contava com extrema exploração psicológica as vítimas. Contudo, ao passar dos tempos, a atualidade brasileira não se distancia do passado. Isto é, o abuso moral no setor laboral ainda está presente, seja por herança histórica ou por questões hierárquicas no trabalho, sendo um intempérie que necessita resolução.
Em primeiro plano, é possível notar que o assédio moral está interiorizado na cultura das sociedades ocidentais e orientais. Isto é, desde os primórdios da Idade Média, a exploração psicológica era denotada por justificativas de relações de honra. Ademais, a historografia demonstra os relacionamentos entre senhor feudal e vassalo, denominada Colonato, que tinha a função de garantir total e quase ilimitada de honra e lealdade, possuía um objetivo mais distante de algo considerável saúdavel. Ao seguir esse contexto e prosseguir mais a fundo, a exploração moral não se baseia apenas no terror psicológico, mas por situações repetitivas como imposição de tarefas em excesso ou situações que causem desconforto a outros.
Por conseguinte, é óbvio que as questões hierárquicas no ramo laboral são as mais frequentes na sociedade atual. . Contudo, mesmo com os avanços dos direitos laborais como a garantia da integridade físico-moral, a relação de abuso é muito mais presente que se imagina. É possível pois, excogitar a tipificação da Síndrome de Burnout, caracteriza na medicina como a doença da exaustão, visto que tem sua notória presença nos trabalhadores afetados por alterações emocionais. Além disso, a presença dessas situações na vida dos indivíduos corrobora para uma sociedade mais desigual e doente, seja por doenças como Burnout ou por depressão e outros distúrbios psicológicos que possam vir a ser causados por pressão psicológica. Ao observar a relação de extrema incidência desses casos, é necessário combatê-la a fim de garantir uma sociedade melhor.
Portanto, ações são necessárias para combater essa problemática. Desta forma, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Supremo Tribunal de Justiça do Estado, a promoção de programas que visem o debate de cenários que caracterizem-se propícios ao abuso moral, assim como a popularização da informação aos direitos individuais que os cidadãos possuem para que sejam melhores identificados. Só a partir de ações como estas, a sociedade se tornará mais reflexiva e menos propensa a se tornar mais hostil às futuras gerações, proporcionando uma maior garantia de justiça e saúde mental.