Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 30/08/2021
Na série Espanhola “Elite”, a personagem Cayetana, que é uma faxineira e aluna do colégio, sofre constantes assédios morais dos outros alunos. Ela é alvo de piadas e sofre com humilhações constatemente. Fora da ficção esse tipo de situação também ocorre com uma enorme frequência, visto que pessoas são constantemente ameaçadas, assediadas e intimidadas no ambiente de trabalho.
Diante disso, muitos profissionais relevam a falta de respeito e a humilhação no ambiente profissional, pois precisam do emprego para o sustento básico e temem denunciar, porque na maioria das vezes, o assédio vem de alguém com cargo superior. O percentual de profissionais que já sofreram assédio moral ou sexual no trabalho é de cerca de 52%, sendo 84% das vezes, praticado pelo chefe direto da vítima, o que faz com que aumente o medo de denunciar.
Além disso, o receio de denunciar acontece devido as ameaças que a maioria das vítimas sofrem. É importante salientar que as mulheres são as mais afetadas por esse tipo de assédio, correspondendo a cerca de 54,4%, sendo o assédio moral mais frequente que o sexual. As vítimas sofrem diariamente com piadas, gritos constantes e agressões verbais. Um caso que repercutiu nas mídias, foi quando em 2020, em Minas Gerais, uma funcionária denunciou uma empresa por assédio moral e sexual cometido pelo chefe, que ainda a ameaçou.
Com isso, é imprescíndivel que medidas sejam tomadas para garantir que todos os funcionários tenham seus direitos respeitados. É necessário que o Ministério da Segurança, junto com o Ministério Público criem um canal interno de denúncias para que as vítimas se sintam seguras para denunciar, com a garantia de que terão seus direitos respeitados. É também preciso que haja um projeto de lei, o qual puna os responsáveis por assédio moral com prisão e multas, seja entregue à Câmera dos Deputados para que, assim, o ambiente de trabalho consiga ser ético e harmônico.