Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 31/08/2021

ePara o filósofo Thomas Hobbes, o homem é naturalmente mal e na busca por ser superior tende a entrar em conflito entre si. De maneira análoga, o assédio moral no trabalho acarreta problemas psicológicos e econômicos em suas vítimas, em conformidade com a teoria de Hobbes da qual o homem pisa o próprio homem. Desta maneira, faz-se jus uma análise dessa conjuntura para evitar que esse cenário “diatópico” venha a ocorrer.

Em primeira análise, é importante destacar os danos psíquicos ocasionados pelo assédio moral em ambiente laboral, em que na maioria das vezes são permanentes, conforme estudo do site Jornal Contábil. Assim, ao ser exposto a humilhação, o profissional se sente desmoralizado psicologicamente e pode vir a desenvolver transtornos como depressão e ansiedade, de forma a comprometer o rendimento e causar ainda mais prejuízos.

Ademais, é imprescindível ressaltar o papel do assédio moral no trabalho com relação ao processo de afastamento profissional, que segundo dados também do site Jornal Contábil, é a opção mais votada pelas vítimas do assédio. Isto é, com toda a pressão desestabilizadora imposta, a rota de fuga mais eficiente encontrada pelas vítimas é a demissão, ação esta que contribui para o aumento dos níveis de desemprego e colabora em agravar ainda mais crises no país.

Desse modo, para erradicar a cultura do assédio moral no trabalho, Poder Público e comunidade civil devem estabelecer uma parceria: enquanto as diversas esferas do Ministério do Trabalho e do Emprego empenham-se em legislar, fiscalizar e punir os assediadores, aos demais atores sociais cabem denunciar indícios de assédio moral, por meio de canais criados pelas empresas especificamente destinados a essa finalidade, a fim de evitar que mais assédios ocorram, e destarte, ter-se então uma sociedade trabalhadora mais harmônica.